Ao longo do tempo, muitos condutores acabam por desenvolver hábitos ao volante que, de forma quase inconsciente, aumentam o risco de acidente. A Fundação CEA identificou cinco comportamentos comuns que podem comprometer a segurança rodoviária, segundo noticia o jornal espanhol ‘ABC’.
Entre os principais fatores de risco estão as distrações. De acordo com a Fundação CEA, mais de 30% dos acidentes mortais estão relacionados com falta de atenção. O uso do telemóvel surge como o comportamento mais perigoso, mas ações como ajustar o rádio, programar o GPS em andamento ou comer enquanto se conduz também reduzem significativamente a capacidade de reação. O ABC destaca que a condução atenta e a preparação prévia do percurso são medidas essenciais para minimizar estes riscos.
Outro erro frequente é circular demasiado próximo do veículo da frente. A ausência de distância de segurança reduz a margem de manobra em caso de travagem súbita. Os especialistas recomendam uma distância mínima equivalente a dois segundos em condições normais e pelo menos três segundos quando o piso está molhado ou em túneis.
A condução agressiva, marcada por travagens bruscas e acelerações repentinas, é igualmente apontada como fator de risco. Além de aumentar o desgaste do veículo e o consumo de combustível, compromete a estabilidade. A Fundação CEA aconselha a manter uma velocidade constante e a antecipar situações como semáforos ou passadeiras.
Também a falta de utilização atempada dos piscas representa um perigo acrescido. A sinalização correta das manobras é fundamental para evitar colisões e travagens inesperadas por parte de outros condutores. Segundo o ABC, este deve ser um gesto automático e integrado na rotina de condução.
Por fim, o excesso de confiança pode criar uma falsa sensação de controlo, sobretudo em trajetos familiares. A experiência não elimina variáveis como condições meteorológicas ou alterações no tráfego. A Fundação CEA defende a adoção de uma postura de condução defensiva, baseada na antecipação e prudência.














